A vida andava uma mesmice, daquelas que você acha que nada pode trazer um novo colorido. Olhava para mim, e para os projetos, e os sonhos, e tanta coisa para se realizar que o tempo era raro demais para se parar de respirar um só segundo, enquanto descansa. O aconchego de casa, aquele que tem cheiro de café feito por mãe, revigorava a alma, e era pra lá que eu corria. Prencher a alma de vida, mas não por inteiro, não totalmente. O que faltava? Nem eu sabia. Caminhei dias sem fim, achando que aqule vazio não era nada, além das minhas próprias criações absurdas de não se contentar com o que eu já tinha. E mesmo que meus pés tivessem pisado em tantos lugares diferentes, meus olhos jamais imaginariam cair diante dos teus. Foi como o encanto de se olhar o próprio reflexo na água cristalina, e em seguida mergulhar, para não só mais olhar e sim, sentir. Sentir na pele que aquele olhar devastador, me fez parar um segundo de respirar, enquanto eu admirava a paisa...
Um pouco de mim em cada palavra, e um muito de você em cada texto [...]