Quando finalmente eu me dei conta, que aquela não era eu no espelho. Que já contavam muitos dias que minhas noites eram sem sono e regadas as lágrimas. Perdi quilos na balança, mas muito mais que isso, me perdi de mim para encontrar quem não estava a minha espera. E foi da maneira mais difícil que eu me encontrei. Do meu jeito torto, regido a teimosia. Eu paguei pra ver, e demorei muito tempo pra acreditar no mal investimento. Mas no fim, voltei pra mim. Por que não vale a pena amar por dois. E nem sofrer dobrado. Amar não é possuir, isso é doença. E eu tava sendo contaminada por você. Amar não é chorar noites seguidas, isso é tortura. Eu me recuso a sentir dor, e fingir demência nas frentes das pessoas. Me recuso a viver anestesiada, a espera do dia da mudança, e ele nunca chega. Quero barulho do riso e coração tranquilo. Não estou mais anestesiada, mas vacinada para decepção, dor e mágoa. Aliás, nem perco meu tempo com mágoas, eu que não vou carregar o peso dos seu...
Um pouco de mim em cada palavra, e um muito de você em cada texto [...]